terça-feira, 4 de outubro de 2016

O Oitavo Dia, Um atalho no tempo.



O Oitavo Dia, Um atalho no tempo.


O Oitavo Dia – um Atalho no Tempo narra história de Tágoras, garoto portador do transtorno de ausência, que trazia consigo um dom especial. Sua paranormalidade desperta o interesse de uma secreta organização, que não poupa esforços em mantê-lo sob seu domínio, pois ele seria o principal elemento para a realização de obscuro plano.
Ao sentir que seu filho corria grave perigo, sua genitora – de notável sensibilidade – desafia tudo e a todos para protegê-lo, envolvendo-se em perigosa fuga, quando eles passam a vivenciar misteriosos acontecimentos. Logo, os fatos que pareciam apenas mera coincidência, se revelam como inevitáveis nos seus destinos.
O dom especial de Tágoras o tornava habitante de duas dimensões no tempo, em que, através do sonho, ele se transportava a lugares insólitos, que pareciam existir apenas em sua imaginação.
Durante a fuga, são acolhidos por membros de uma mística fraternidade, onde Tágoras conhece um ancião que se torna seu mentor, ajudando-o a despertar seus dons, até então latentes em seu subconsciente.
Ao folhear as páginas deste romance, o leitor descobrirá um universo raro e especial, que provocará sua imaginação, através de mensagens de amor, perseverança, coragem e fé, transmitidas em cada capítulo.
Palavras chaves: Dom especial, sensibilidade, amor, fé.





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terça-feira, 26 de julho de 2016

O conflito e a fé


A definição de nós mesmos se estende como agua corrente que se esbarra em diversos obstáculos a procura de um caminho, como a agua livre de um temporal, todas as correntes elétricas, químicas e hormonais trilham um caminho de conflitos entre as diversas tempestades em nosso ser. Como o atrito que gera a energia, nossa existência psíquica emocional interage em uma intensa gradação na arena do nosso físico, gerando a energia de conflito que nos impulsiona para estarmos na ação construtiva de cada dia ou no ócio passivo e silencioso construtores de ideias e conflitos mentais.
Viver é preciso mais do que existir! Pois inconscientemente somos cobrados a interagir com um dia após o outro, vivendo em um caminho onde a esperança é o maior sinalizador da fé. Pois em cada universo das milhões de cabeças pensantes em seus limites de percepção ou de interação consigo mesmo e com o universo externo das aparências que sempre constrói a ideia de que tudo é igual, ficará sempre oculto, universo psíquico emocional de todos que contemplam do seu ponto de conflito interior a vida que se desenha em uma aquarela abstrata onde a vida de cada um é um universo inatingível, por mais externado e revelado.
Ao longo desta caminhada nós somos à base de um longo aprendizado, pois os conflitos que sentimos esteve na vida de gênios  que deixaram um legado na história pela materialização de suas ideias, como também na vida de anônimos mortais que trilharam as ruas despertando em cada dia com a necessidade de ter fé, para acreditar que em meio a corda bamba que buscam equilíbrio existe algo, que torne sua vida direcionada por uma razão, e assim trilhamos como a agua da chuva de um temporal a caminhada através de obstáculos internos e externos rumo ao curso para se encontrar consigo mesmo, este encontro acredito ser a maior conquista, talvez o maior legado que a fé aponta para algo que não possamos ver, mas que acreditamos sem nenhuma dúvida. Acredito que ai está a fé tão minúscula como um grão de mostarda, e com um poder de fazer a montanha dos nossos conflitos mover-se de lugar, e até mesmo nos tornamos semelhantes a um semideus capazes de realizar obras inacreditáveis que sem a fé seria impossível.

Por esta razão, e por tantas outras razões, se permita ver o próximo dia, mesmo que os conflitos de hoje sejam o maior temporal de sua vida.

Carlos Reis Agni

domingo, 24 de julho de 2016

Vítimas do tempo


Em algum momento, o tempo começou a contar com uma precisão inacreditável, tornando cada segundo um fator determinante para minha formação, geneticamente falando, na adaptação bioexistencial para o meu existir nesta biosfera terrestre, e com as horas e os dias aliadas ao tempo, que formaram meses , eu nasci, descortinando o inacreditável, uma real ficção.
Foi neste momento que o tempo se tornou o elemento inevitável para a minha adaptação, fora da cápsula do útero maternal, como todos que renascem, eu surgi faminto pelo oxigênio e com diversas necessidades, e a partir daí o tempo se tornou em momentos um aliado, em outros um algoz, pois o tempo se tornou também um elemento das minhas ansiedades, cada vez tornando-se a cada momento direcionador que calculava os momentos em que eu interagia com toda a relação natural dos encontros e desencontros que esta vida nos proporciona. Até o momento onde a vida me levava a descobertas externas e internas em mim mesmo, eu apenas vivi o conflito natural de quem se relaciona com o tempo, na puberdade das mudanças naturais eu era ansioso para que o tempo passasse, e sem perceber, eu vivia uma ilusória ilusão de controlar o tempo para minha momentânea satisfação.
Foi quando me deparei com a necessidade de tentar deter o tempo, pois me sentia conduzido, levado pela velocidade do tempo que passava, tornando-se um algoz que levava a juventude e me apresentava um processo transformador aliado a uma experiência que me construía, moldado pela força da maturidade. E quando olho pra tudo que vivi, e que o tempo em nenhum momento ficou distante ao meu existir, percebo que o tempo silenciosamente nos questiona: O que tem feito do tempo que te dei para viver e aprender? E que tempo você tem dado aos valores sutis da vida? Algo simples, do ponto de vista daqueles que consideram grandiosos só os fenômenos que os promovem a grandes conquistas, mas e quando não restar mais tempo? O que lhe faltou para ser vivido em um curto período de tempo?

 Logo tudo fica banal, posses, vaidade, egos desenfreados e orgulhos doentios, e de repente o tempo sinaliza que na areia no medidor do tempo seu tempo esta acabando, e você o que fez do seu precioso tempo? Enxugou lágrimas? Ou as fez brotar na face de quem você não deu a mínima importância? Mas ainda há tempo, pois analisando o tempo nesta vida, o seu tempo é curto, mas o tempo da eternidade conta pelo medidor que transcende o tempo, ainda há tempo pra você valorizar o seu tempo.
 Autor
Carlos Reis Agni

CONTO ANALOGIA DA ASA DO SENTIMENTO


Aproximadamente entre 1.600 ou 1.700 anos antes de Cristo, numa região árida ao norte da Pérsia, em uma noite fria do deserto, pastores nômades acampavam à beira da fogueira, enquanto vigiavam à distância seus rebanhos. Entre eles um mago nômade acampava numa das partes mais altas da planície, contemplando as estrelas.
Um jovem pastor ao notá-lo ao longe, envolto pelo silêncio da solidão da noite, levantou-se e dirigiu-se em direção àquele insólito ancião. Estando próximo, chamou a sua atenção, questionando-o:
            - Posso dividir contigo o calor dessa fogueira?
O ancião voltou-se para ele, e com apenas um gesto, convidou-o a sentar-se.
O silêncio os envolvia, pois o ancião parecia comunicar-se com a essência que dava vida às estrelas, e logo o jovem pastor, com a face voltada para o céu, quebrou o silêncio, questionando:
- Quem chega mais rápido, a luz intensa de uma estrela aos olhos do observador ou a luz dos olhos do observador até uma estrela?
E o ancião respondeu:
- É a luz dos olhos do observador que chega até a estrela, pois são poucos os homens que abandonam suas ansiedades terrenas e deixam que seus olhos naveguem em direção à luz de uma estrela.
E o jovem pastor continuou:
- Queria ter asas para poder voar nessa imensidão.
- Todos nós temos asas, filho – respondeu o ancião, acrescentando – somos como deuses que não dominam o seu poder.
E o jovem voltou a questionar:
- Como podemos descobrir o poder em nós e dominá-lo?
- Seja como um rio em seu curso silencioso, pois seria impossível sentir o poder de uma cachoeira se não fosse o silêncio que repousa no curso do rio. Esta é a única forma, filho, de buscarmos as asas que nos tornarão deuses.
E o jovem, com os olhos brilhantes como as estrelas, busca daquele ser explicações para sanar suas incógnitas:
- Ensina-me, ó mago!
O ancião, voltando a sua face em direção à chama da fogueira, deixa sua voz fluir em uma narrativa enigmática:
- Muito tempo atrás, um povo nômade acampou próximo às cidades da Grécia. Eles adoravam uma deusa mitológica de nome Ishtar. Segundo a lenda, essa deusa se materializava uma vez ao ano e trazia para os sábios, magos e matemáticos os segredos mais distantes sobre a Lei da Física. Dizem que só quem compreendia as palavras da deusa eram os eruditos e os geômetras, ou seja, os homens de sabedoria notável. Poucos conseguiam fitar os seus olhos, pois o seu brilho enlouquecia os fracos. Dizem que a beleza do seu andar era de uma sensualidade tão perfeita que demonstrava ser a divindade mais completa da mitologia persa. Mas, em uma noite na qual estavam todos os sábios à espera de sua materialização entre os mortais, uma caravana de magos egípcios acampou em meio àquela tribo de nômades e entre eles estava Sansés, um dos magos mais versados na Lei da Física. Assim, a noite aconteceu e aquela divindade com aparência de mulher surgiu entre os mortais. No momento em que todos lhe prestavam homenagem, seu olhar os fitou com ternura, vasculhando  os labirintos do sentimento e da mente de cada um, mas, quando a luz de seus olhos fitou os olhos de Sansés, ela se chocou por não conseguir desvendar  seus pensamentos e seus sentimentos, chamando assim a atenção dos que ali estavam, ao verem a divindade em forma de mulher, sendo dominada pelo olhar de um simples mago egípcio. E a deusa, com voz enigmática, questionou:
- Quem és tu, mortal, que consegues esconder de mim os teus pensamentos?
O mago logo se levantou, dirigiu-se à deusa, dizendo-lhe:
- Eu sou o segredo da geometria e da matemática que edificou os templos e as pirâmides. Meu conhecimento não tem início, nem meio e nem fim, pois eu venho da fonte da intuição. Quanto a ti, admirável deusa, tens escondido teus segredos para os simples mortais, mas tu não os podes negar para aquele que consegue ver a tua essência. Digo-te, deusa mulher, que a asa que te torna imperfeita entre os deuses e perfeita entre os mortais é a asa do conhecimento, pois é a única asa que tu veneras. A outra asa que não existe em ti é o poder do sentimento, que tu te negas a viver, temendo sofrer o devaneio da paixão, mas tu não podes me negar que te sentes tão só como a flor única que nasce no topo de uma montanha. Tu temes a vida por temer a solidão. Tu te escondes atrás dos cálculos da Matemática e da Física para esconder dos que te veneram, as tuas fraquezas. É simples: entrega-te ao sentimento e vive o amor como os simples mortais, e assim, a outra asa surgirá e voarás sem limites.
Esta é a analogia da asa do sentimento que leva os seres mortais e imortais a voar plenamente. É simples, tudo está em nossas mãos, somos os únicos responsáveis pelas causas e efeitos de nossas vidas. Somos donos dos nossos destinos.

O Autor

Carlos Reis Agni

sábado, 23 de julho de 2016

Anorexia... Narcisismo da morte



A humanidade sempre seguiu os modelos de conceito que são pulverizados pela mídia em todos os tempos, os estigmas sociais desenham a idealização da grande massa em sua total maioria. Os elementos usados pelos fazedores de opiniões sociais, fazem com que a sociedade se renda a padrões alienadores de estilo e conceito de vida, onde são motivados a consumirem com os olhos e ouvidos tudo que se produz, se tornando uma promessa verdadeira de felicidade. Essas ações motivadoras das massas, não são nada inocentes, estas ferramentas de domínio popular, vem se arrastando por séculos, ou seja, arrastando a grande maioria cega, que precisa da bengala social para se orientar entre os precipícios do engano, que não são poucos.
A partir daquele momento da era antiga, a chamada era do aço, os grandes tiranos e conquistadores, já usavam a influencia da mídia rudimentar para motivar a formação de seguidores a suas causas. Desde a face esculpida na moeda de Alexandre o grande e os Césares, a bustos esculpidos em pedras por artesões, invadiam os olhos dos indivíduos dos seus tempos, fazendo-os acreditar que alguns líderes eram verdadeiros semideuses, ou até mesmo imortais, dai então se deu origem o que hoje intitulamos de mídia. Acredite, é uma ferramenta indiscutivelmente poderosa, que dita o estilo de vida da sociedade, e não é diferente quando se trata do conceito de beleza.
No momento áureo, do império Romano e de outras civilizações da antiguidade, o conceito de beleza da estética feminina, estavam dentro dos valores naturais, pelos quais as mulheres cumpriam seus papeis nos âmbitos sociais, onde os modelos, se assim podemos denominar, eram de mulheres de corpos perfeitamente naturais, onde ser “gordinha”, não desmerecia nos padrões de beleza, ao contrário, mostrava fertilidade e vigor físico, atraindo os olhares dos seus parceiros.
O tempo se passou, vários conceitos passaram com os séculos, semelhante a páginas de um livro, escrito por gerações, atualmente, as sociedades dos nossos dias vivenciam um decadente e moribundo modelo de estética, o qual é endeusado pelas insatisfeitas vítimas do mercado alienador, que construiu no manequim esquelético a ideia de beleza perfeita, onde imprime os olhares dos jovens e adolescentes no espelho, tentando buscar ilusoriamente a tentativa do que seria o corpo perfeito e desejado, pobres criaturas... Alienadas vítimas que chegam a um estado deplorável, e outras até a morte, tudo por um narcisismo macabro, de uma aparência de passarela, onde os aplausos são as lamentações e o choro daqueles que a amam, e mesmo tentando, nada podem fazer, pois elas já vomitaram a própria vontade de viver, simplesmente por idealizar um modelo estético que a mídia do sistema atual a escravizou.
Anorexia nervosa é um transtorno alimentar no qual a busca implacável por magreza leva a pessoa a recorrer a estratégias para perda de peso, ocasionando impotente emagrecimento. As pessoas anoréxicas apresentam um medo intenso de engordar mesmo estando extremamente magras. Em 90% dos casos, acomete mulheres adolescentes e adultas jovens, na faixa de 12 a 20 anos. É uma doença com riscos clínicos, podendo levar à morte por desnutrição.
Este texto foi criado como gesto solidário as famílias das vitimas de anorexia.
Por Carlos Reis Agni