quarta-feira, 20 de julho de 2016

Sentimento O sentido da vida


O que somos realmente? Animais? Mamíferos? Que apenas deu um salto no estágio da evolução de consciência para sermos intitulados como humanos? E apenas continuamos animais com um avanço superior aos nossos parentes mamíferos que habitam no atraso da consciência cefálica, ou seja, pensante. Somos apenas animais? Quem poderia responder a questionamentos que vem rompendo os milênios? Quem somos nós? Será que iniciamos no berço do nascimento biológico e terminaremos no túmulo após o falecimento da energia vital que nos mantém biologicamente ativos e pseudo-conscientes.
Acreditem, eu não consigo me imaginar nunca ter existido, e você consegue? Como poderíamos nos analisar como nunca termos existido? Onde estávamos realmente antes de nascermos pelo processo fetal? Afinal, se observarmos apenas pelos traços biológicos e cefálicos, aceitaríamos termos iniciado pra vida no momento em que nascemos, mas há algo em nós que transcende aos fatores biológicos, químicos e hormonais, há um mistério amais além da nossa massa cinzenta cerebral, o que podemos chamar de consciência, um ponto delicado e incrivelmente magnífico que tem uma ligação intrínseca com o misterioso e o indecifrável sentir, pois o sentir é o que há de mais elevado no ser humano.
O sentir nos diferencia do animal em nós, nos torna divinos e elevados, eu posso afirmar que é a essência de nossa natureza humana, é a nossa ligação com o mistério. Só através do sentimento é que podemos nos interligar há algo eterno, pois o resto é efêmero, transitório como a nossa breve passagem pelo planeta. O que chamam de espiritualidade, teve origem no delicado sentimento, que não se explica, pois o que resta de nós são pensamentos analíticos, desejos e vaidades. Há momentos que agimos no dia-a-dia de nossa ações, como se fossemos eternos, como se construíssemos algo para vivermos pela eternidade, muitos constroem fortunas e se apegam a todos os bens materiais adquiridos como se fossem tudo e em um inevitável dia percebem que o mistério os chama. Pra onde? Como podemos saber? Se nem ao menos sabemos de onde vimos? Apenas como tolos nos apegamos ao que não é nosso, a uma mera ilusão de que nos pertence, e como estúpidos sentiremos tudo que acreditávamos que nos pertencia sendo tirado pelo mistério, sem nos perguntar se queríamos ir da mesma forma que não nos perguntaram se queríamos vir para esta existência e fazer parte dessa espécie aprisionada na ilusão de que sabe algo, quando na verdade são tolos que nada sabem.

O que nos resta é apenas parar e observar o nosso sentir, esse divino e misterioso sentimento que nos torna capazes de amar até morrer pelo sentimento. Eu posso analisar que o sentimento verdadeiro de amor pode nos levar a fazer sacrifícios impossíveis e construir milagres capazes de mover uma montanha, pois o diferencial em nossas vidas está no sentimento, eu pararia tudo para refletir nessa frase mágica e sublime: “Ainda que eu falasse a língua dos anjos, e não tivesse amor eu nada seria, pois só seremos algo e só sentiremos a eternidade se experimentarmos amar incondicionalmente”.
 Carlos Reis Agni

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