domingo, 10 de julho de 2016

O Destino é algo existente? Qual o seu efeito em nossas vidas?

Ao longo da vida, nós humanos vivemos envoltos em diversos mistérios nunca desvendados, apenas especulados por curiosos, pesquisadores, religiosos, sábios e místicos, onde a cada passo da vida a lacuna existencial entre o nascimento e a morte nos tornam órfãos de uma verdade absoluta e filhos da vida que trilham os caminhos existenciais com pouquíssimos esclarecimentos ao profundo abismo dos mistérios.
Como diz uma frase célebre de Isaac Newton: “O que sabemos é uma gota d’agua... o que desconhecemos é um oceano.” Em uma simplória análise, faremos uma reflexão ao destino, existe destino? Nossas vidas são conduzidas pelo capricho desse poder desconhecido que fora tema de contos mitológicos e que envolveu historias contadas durante milênios?
Pensadores tem analisado o destino como sucessões inevitáveis de acontecimentos movidos por uma ordem cósmica, onde é impossível escaparmos. Acredito que há dois destinos inevitáveis, o primeiro é quando surgimos de forma consciente no fluxo da existência e nascemos pra vida a qual conhecemos. O segundo momento do destino irremediável a qualquer forma de vida, é quando morremos. Estes são destinos inevitáveis, mas quando trilhamos o curso de nossas vidas, onde vivenciamos a infância, juventude e caminhamos para o envelhecimento, nos deparamos com sucessíveis acontecimentos, os quais nos levam a refletir. Foram obras do destino? Ou apenas a surpresa do acaso?
Há uma frase que se tornou bastante comum: “O homem é o senhor do seu destino”, ou seja, esta em nossas mãos a construção do nosso destino, onde determina o que seremos, de que forma viveremos a vida e de que maneira contribuiremos pra sociedade que interagimos. As nossas escolhas podem afetar diretamente a nossa vida e a vida de outros, mas quando pensamos em fatos, acontecimentos que nos chocam e até mesmo marcam nossas vidas, a exemplo de um inesperado acidente, impossível de ser imaginado, que ceifa a vida de uma ou mais pessoas, destruindo assim tantos planos e sonhos, afetando a vida daqueles que os amava, ficando apenas uma vulnerável observação, por quê? Tornando todos impotentes diante de algo que chamamos de fatalidade ou destino.
Mas o mesmo fator que conduz o inesperado e que faz o individuo esbarrar com algo do ponto de vista humano ser negativo, também conduz ao encontro de momentos marcantes, com o poder de mudar toda a sua vida, a exemplo de uma oportunidade profissional aonde conduzirá a carreira de sua vida. No campo afetivo, parece que o destino brinca com a construção de um encontro casual, em uma hora ou em um momento jamais imaginado, é nesse momento que nós somos envolvidos pela energia do encontro daquele ser que se tornará parte de nossas vidas, onde poderemos até no imaginário dos nossos pensamentos dizer para nós mesmos durante o êxtase da emoção: “Conheci a minha cara metade”, e logo vem aquele ponto de reflexão inevitável, uns dizem: “Foi obra do destino...”, já outros afirmam: “Não foi obra do acaso, estava escrito nas estrelas”, e mais uma vez o misterioso destino envolve a nossa trajetória.
Como será o amanhã? O destino nos levará ao encontro do trágico, construindo o que chamamos de azar? Ou me apresentará o mágico e fascinante encontro onde determinarão o fator sorte?  E assim nos levarão a refletir: “Estava escrito em meu destino?”

 Por Carlos Reis Agni 

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