sexta-feira, 8 de julho de 2016

A origem


“E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”
Gênesis 2:7
Ao analisar este versículo de Gênesis, somos levados a uma profunda observação a respeito de nossa origem, teria a intensão o autor de Gênesis simplificar uma explicação da origem da espécie humana com uma narrativa de fácil interpretação para um nível de pessoas de limitada compreensão, ou podemos entender que o ponto de vista do autor resumia-se ao seu posicionamento histórico, em uma determinada época, onde o conhecimento pré-histórico o fazia analisar a origem do homem através de uma narrativa fabulosa destituída de qualquer traço cientifico, onde simplesmente o homem, espécie pensante que Génesis o qualifica como superior entre as outras espécies, extraído como em um passe de magica do pó da terra, tendo suas narinas sopradas com o folego de vida.
Como em outras literaturas, a exemplo dos Vedas, um dos mais antigos textos indianos, narra a origem do homem, ou seja, a origem da vida através de um traço mitológico que podemos acreditar que a única razão da sua fantástica historia era pra alimentar as primitivas necessidades de compreensão da origem da vida. Em Genesis não é diferente, o autor neste livro sagrado, tem acalentado o sentimento de muitos ao longo da historia com a simplificação de nossa origem. Nesse mesmo livro, o autor se reporta a Deus com o mesmo sentimento e fraquezas do homem mortal quando diz: “ E no sétimo dia, Deus descansou” E assim criou-se o sétimo dia sagrado, onde algumas religiões até nos dias de hoje determina para seus fiéis um dia sem atividades. Mas como pode Deus descansar? O cansar-se é para o homem mortal, acredito que ele atribuiu condicionamentos humanos a uma divindade, a exemplo de outro texto em Genesis, onde o autor narra que Deus se arrependeu de ter criado o homem, e anuncia o dilúvio como forma de extermínio da maioria da espécie que agia com total desobediência, como Deus poderia se arrepender? Mais uma vez o autor tenta personificar Deus com as atitudes imperfeitas do homem, pois só nós podemos nos arrepender, pois somos destituídos do saber e da perfeição, mas em uma analise sem a redoma religiosa e simplesmente com a coerência espiritual, nos dias de hoje, trazemos a riqueza que há no livro de Genesis sem nos auto negarmos a luz de uma compreensão envolvida pela ciência e a mística, pois olhamos a nossa origem através de um ceticismo lógico, pois o apostolo Paulo narrou em uma de suas escritas que não era mais aceita uma fé cega e sim uma busca pela fé com lógica.

O próprio Jesus Cristo cita: “Buscai o conhecimento, e eles vos libertará” João 8:32, o conhecimento e a libertação está em todas as dimensões da vida, pois a ignorância é comparada as trevas, algo como a escuridão sem luz, como falou Péricles de Atenas, o maior orador grego da era antiga: “ Darei aos meus inimigos  a luz para os seus caminhos, e quem sabe eles me compreenderão.”
Por Carlos Reis Agni

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