quarta-feira, 20 de junho de 2012

Entre o Egoísmo a fé e o amor



A fé motivada pelo cristianismo traz em evidencia o sentir da piedade tão propagada na idade média, onde a suposta bondade dos clérigos surgia sempre com a promessa de salvação sobre diversos rigores da doutrina imposta pela igreja, e assim surgiram diversos movimentos religiosos, a inquisição que castrou por mil anos ou mais a liberdade de expressão, como também a liberdade da busca da livre harmonia do imperfeito imortal da tentativa de encontro com o eterno, o qual simplificam-se com a expressão mais apropriada, Deus.
Toda esta castração trouxe diversas heranças históricas que aprisionaram povos de diversos lugares do ocidente e das Américas, como também algumas localidades do oriente, por onde a doutrinação da igreja católica se afirmaram como base religiosa propagadora da piedade cristã e das promessas subjetivas de em algum lugar o encontro com o deleite celestial, e assim outros segmentos da extensão da fé cristã nascidas através de outras correntes como o protestantismo luterano deu seguimento a promessa de em algum lugar por méritos conquistados através de ações que justificam a piedade e amor cristão levaria o individuo a esse premio.
 O contrário deste fortuno celestial seria a amarga penalização em um inferno dantesco, onde o filosofo e pintor Dante Alighieri descreveu em suas escritas filosóficas e obras de arte que deu uma ideia de materialização do que seria o cenário imaginário do inferno, purgatório e paraíso, elementos subjetivos que por séculos vem desenhando o estado de existência extra vida terrena para os ditos “bons” e “maus”. Quando analisamos a questão envolvida que refere-se a possível privilegio de um gozo celestial ou um dano eterno de uma suposta realidade infernal, sinto-me provocado a uma breve analise.
Em que lugar? Onde colocaram o elemento mais profundo, eu posso dizer sublime, que é o amor? Pois esse sentir, esse elemento metafisico, nada espera, nada cobra, o amor definido pelo termo grego “ágape”, o amor incondicional, algo divino, uma expressão que define o sentir celestial que o homem mortal poderia vivenciar. Mas em uma breve observação, percebemos a aguçada inclinação do individuo em um egoísmo que transcende as questões materiais, onde ate mesmo os fatores “salvação” ou “condenação” resumem-se no interesse de preservação da sua própria pele, ou seja, de sua condição futura aos privilégios de uma promessa de salvação ou direcionamento ao inferno.
Nesse ponto faremos uma delicada analise: E se não existisse inferno como direcionamento a condenação? E se não existisse a promessa de um prêmio sublime celestial, simplificando, o paraíso? Tornar-se-ia o individuo em diversos seguimentos religiosos cristãos seguidores de Cristo simplesmente por amor? Sem nada a esperar como premiação, mesmo se o inferno não existisse para queimar eternamente a ideia da carne em um inferno tenebroso e angustiante, seria o individuo seguidor do Cristo simplesmente por amor? Pois nada haveria o que temer, e se a promessa de um céu como prêmio final galardão para um gozo eterno não existisse? Cristo teria seguidores simplesmente pelo seu grandioso e eterno gesto de amor que se tornou exemplo para toda uma medíocre e egoísta humanidade? Será que o amariam simplesmente por ele ter deixado como exemplo o gesto mais elevado do sentir que é “Amai ao teu próximo como a ti mesmo sem nada esperar em troca do outro” ou ate mesmo direcionarmos para o impossível para nossa espécie no momento de amar o próprio inimigo? De que forma nos analisarmos? Estamos por séculos trilhando um caminho de um expressivo egoísmo próprio camuflado por piedade e pincelado por uma tonalidade hipócrita de uma falsa fé, sem nos auto avaliarmos, será que somos apenas egoístas de preservarmos a nossa pele de um suposto inferno? Ou simplesmente buscamos como verdadeiros discípulos do aprendizado do amor, e sermos seguidores de Cristo simplesmente por ele ter mostrado o grandiosos exemplo de amar sem nada esperar, ou estaremos entre aqueles o qual ele falou em uma frase no evangelho: “ Ó homens de mentes obtusas, até quando terei de estar convosco? Ate quando terei que vos suportá-los?” Simplesmente para refletirmos sobre o amor.
Carlos Reis Agni

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