segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Onde Estou?



Diga-me!
Se acaso me encontrares,
E se me encontrares,
Toque-me, por favor!
Sinta-me...
E seja a testemunha de que estou vivo.
Se encontrares calor em mim,
Será o sinal de que ainda
Irei encontrar-me comigo mesmo;
Pois, onde estou,
A fragrância das flores asfixia-me,
Como um veneno letal
Que aos poucos entorpece.
E cada dia que vem
Escoa-se silenciosamente,
Na ilusória ampulheta da Vida.


Carlos Reis Agni

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