quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Inocentes


Todas as lanternas estão acesas
Se você me olhar intensamente
Verá todos os meus órgãos chorando como um pivete de rua
Na mira do Sistema que, sem pena, atira.
Como você, estou tentando uma fuga:
Escalar o muro, serrar grades, cavar túneis, suicidar-me...
Quem sabe até cheirar pó ou lamber o pó de uma menina,
Que na esquina me conta histórias
De uma experiência de vida não vivida, apenas explorada.
Que sonha com alguém que possa lhe dar flor, sentimento,
Sem revistar seus documentos - porque somos todos inocentes!
Se cometi algum crime tentando ser feliz,
Que atire a primeira pedra quem nunca errou
Ou nunca pensou em encontrar a felicidade
Do outro lado do Mundo.
Eu só não vou ficar olhando as nuvens:
Elas não existem... São miragens.


Carlos Reis Agni

4 comentários:

  1. Seus poemas são particularmente, intrigantemente, facinantemente especiais.

    Gosto de mais

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  2. Eu adorei...
    parabéns pra ti,continue assim e vai virar um grande poeta...
    como eu disse estou comentando porque achei fantástico e sempre vou entrar mais para ver as outras beijos
    tenha uma boa noite e tudo de bom pra ti.

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  3. eu amo seus poemas penetram a alma....te desejo muito sucesso admiro muito o seu trabalho..que Deus continue abençoando muito...bjsssssssssssssssss te adorooooooooooo

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