sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O Desprezo




A minha pele não mais contém o líquido dos lençóis freáticos!
Preciso do cobertor da tua pele,
Preciso do véu dos teus cabelos
Para conter a vida que evapora no sol escaldante da solidão.
Estou como semente em um vasto universo de água
Morrendo de sede,
Asfixiada pela distância,
No sepulcro do teu desprezo.
Se por acaso tombares com um galho seco,
Não me negues a tua lágrima,
Ela será para mim como o orvalho
Que une o entardecer ao amanhecer dos meus dias.

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