quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Onde habita teu inferno?




Está no riso sem sentido quando ri de ti mesmo?
Ou está na agonia em desejar a vida
Como o prisioneiro deseja a liberdade?
Onde está o teu inferno?
Está na miragem dos lábios carnudos?
No bendito Ser que se transforma em maldito
Quando deseja a fragrância inexplicável
Que impregna a alma
Quando atraído pelo corpo da mulher?
Se o inferno for o teu desejo,
Navegarás perdido na fome insaciável de encontrar
O momentâneo paraíso.
Mas se o meu inferno for estar colado dia e noite
À pele da mulher que me preenche no mundo ilusório da Existência,
Por favor, não me salves por enquanto.
Ainda preciso de mil anos
Para deslizar a minha língua em teus seios
E me perder entre cantos e detalhes do teu corpo.
Eu quero as grades da tua Alma como minha prisão
E a fortaleza da tua boca como esconderijo.
 Carlos Reis Agni

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