segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Lágrimas da noite



As tuas lágrimas, que gotejam inundando teus lábios,

Fertilizam a essência do sentimento de toda a humanidade,
Entre o tempo e o espaço, entre a dor, a paixão e o desejo.
Não temas, fique desnuda para mim,
Eu serei o espelho e nos meus olhos tu verás o reflexo da tua nudez.
Mas antes que as tuas vestes repousem ao chão,
Eu quero sentir a tua alma despida de todo medo.
Se acaso ouvires a canção noturna da brisa,
Saiba que é o sussurrar da vida integrando-se a morte,
Para o eterno renascimento.
Mas, se a lufada da ventania do temporal acariciar a tua pele,
 Entrega-te a este mistério,
Pois é na penumbra que tu encontrarás
A nuança sutil do meu sentimento.
Saibas que eu sou da noite, o olhar noturno das estrelas,
E tu és do dia, o amanhecer do silêncio,
Mas não importa o quanto for hostil o tempo,
Eu te encontrarei.



Carlos Reis Agni

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