quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Girassol de fogo



Foi inevitável não contemplar a energia da tua beleza, que invadiu meus olhos como um girassol de fogo. Me deixei ser magnetizado pelo campo gravitacional da tua atração, seria impossível fugir da tua órbita. Tentar negar o meu sentir era encarcerar em grades a minha alma livre faminta pela tua boca, pele e cheiro, que semelhante a flores do campo, me invadia deixando-me uma vítima voluntária do vício pelo teu prazer. Quando surgiu a tarde, trazendo a noite do fim do dia que te levou para longe, senti tudo em mim perder-se no abismo, era como se meus órgãos queimassem na chama indescritível que é a tua ausência me causou. No amanhecer só restou as cores do girassol de fogo.
Carlos Reis Agni

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