terça-feira, 9 de agosto de 2011

E se você sem escolha fosse adotado por um casal gay?




E se você sem escolha fosse adotado por um casal gay?
Com que nível de gravidade você avaliaria a ação de uma lei, a ação de um direito dado, para que outros ajam tomando decisão sobre a vida de quem não tem o direito de fazer sua própria escolha? Quanto a este que citamos em sentido figurado for uma criança, geralmente pobre e sem um lar, que na maioria dos casos foram abandonadas, não conheceram o carinho materno e paterno, não vivenciaram a presença meiga, dedicada e amável da genitora, não sentiu a presença forte de amor e segurança de um pai, e por questão do fator amargo do abandono de alguma forma, fora acolhida por um orfanato. Que relativamente em sua capacidade lhe deram “tudo”, mas não um caloroso amor de um verdadeiro lar, pois a meta de um orfanato é encontrar uma família que adote a criança órfã, colocando-a em aguardo da adoção.
Salientamos que esta criança, não tem noção de valores que iram influenciá-la para toda a sua vida, e nem mesmo condição de decidir sobre sua escolha, e de repente a justiça, calçada por alguma lei, dá o direito de um casal fora dos padrões convencionais, ou seja, homem e mulher entregam a vulnerável e frágil criancinha para ser adotada por um casal homossexual.
E se de repente esta criança fosse você? E que só agora, depois atingir uma idade com maturidade suficiente para fazer sua própria escolha e tomar decisões sobre a sua vida, como você olharia para trás? De que forma olharia aqueles que agiram sem lhe dar nenhuma escolha? Pois você não tinha como escolher, e assim você teve pais onde ambos eram casais de dois homens ou casais de duas mulheres. Eventualmente, nas reuniões e eventos da escola, exemplo, dia das mães e dos pais entre outros, a sua mãe era ele, e em outra situação o seu pai era ela. De que forma você se avaliaria, emocional e psiquicamente? Qual fora a base para a sua formação? Afinal, sempre partimos de um ponto de referencia, e sempre nos construímos segundo a estrutura que nos foi dada. Eu só peço que você seja profundamente sincero, e não preconceituoso e forme sua opinião, refletindo quais os motivos que você teria para agradecer por esta adoção, e quais as razões que você jamais queria ser adotado para viver neste lar incomum. Lembre-se, você é esta criança! Lembre-se como foi a sua infância. Só constrói uma opinião, aqueles que inteligentemente definem a projeção de metas para a construção de uma sociedade melhor, e sem preconceito de qualquer ordem, manifestam os seus pontos de vista.
Por Carlos Reis Agni

Dedicado a ilustre Jessica Roberta 

4 comentários:

  1. Eu agradeceria por essas pessoas terem me dado uma chance de crescer dentro de um lar com pessoas dignas com direitos iguais a qualquer um, agradeceria tbm por ter me dado amor carinho, ter me ensinado a respeitar as opiniões dos outros, saber conversar enfim tudo de bom que pais Normais ensinariam para seus filhos.
    Ja pela questão de nunca querer ser adotado, não é pelo fato de o lar ser incomum e sim pelos preconceitos, que eu concerteza iria sofrer na minha infacia com meus colegas de escola "gozações" não sei como reagiria e concerteza uma criança que não tem a capacidade de lhe da com isso sofreria muito e isso poderia atrapalhar não sei o seu tanto no seu desenvolvimento fisico mas concerteza o psicologico.
    beijos :)

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  2. Nossa...eu acho assim em uma certa idade eu ia sofrer muito por eles/elas ser gay e sofre preconceito eu acho que eu também sofreria preconceito, talvez podia me revolta mais acho que eu ia pensar como seria minha vida no orfanato se seria melhor ou pior do que a que eu tive..Então como eu sempre penso nas consequências eu deixaria essa fase passar, essa fase de revolta e sofrimento e assumiria meus pais de cabeça erguida por que quando você adota uma criança você quer dar amor pra ela quer da o que ela nunca vai ter em um orfanato então você quer protege-la e fazer ela sentir orgulho de você, então o amor que essa criança que no caso seria eu recebesse seria o melhor que eu podia ter e eu ia ter certeza que eu não ia receber esse amor todo em um orfanato... ia sentir raiva por não ter escolha, ia odiar aquela situação? sim, normal, mais também ia reconhecer o que eu tenhoo.

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  3. Acredito que uma crianca que viver num lar como esse mesmo com o amor e o respeito que o casal der, nao sera suficiente para demostrar a maneira de se impor na sociedade. Vendo os pais do mesmo sexo sendo um casal, como eles irao perceber que o caminho pode ser outro???Acho que dessa maneira vao estar induzindo a crianca a ser homossexuais como eles!!! É o que acho!! abraco galera!!!

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  4. olha, polemico mesmo!!

    primeiro, a iniciativa de de um casal gay em adotar uma criança é uma tentativa de se aproximar de um casal convencional. tentativa essa, que chega a ser desesperadora de burlar com os limites que a natureza impõe aos homosexuais. limites que nem a moderna e revolucionária ciência pode reverter.
    eu como a criança me sentiria usada para satisfazer uma vaidade um tanto egoista, pois acredito que o impulso em adotar uma criança se baseia em superar essas limitações e não simplismente no bem estar social e psicologico da criança.

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