quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Chega!

Chega!

Taparei os meus ouvidos

Para que não arrebentem meus tímpanos

Com torpedos de tanta hipocrisia!

Eles cantam e falam de Amor...

Ou é o Amor que não conhece a Humanidade?

Se o Amor é cego, se tornou moribundo, enfermo, febril e catatônico,

Vestido em decorados papéis de presente,

Como um objeto indispensável na troca de interesses e desejos;

Como o elemento que se tornou saliva

Na língua de sacerdotes e de sentimentalistas fulgazes,

Que são enganados por suas próprias promessas, “na doença e na tristeza”.

...Que tristeza!

Mas nós não notamos que torturamos e assassinamos o Amor

Quando o “para sempre” se torna ênfase de nossas promessas.

Se “na alegria ou na tristeza”, não importa,

Porque no fim seremos mesmo tristes

Por tentarmos manipular o desconhecido:

O Amor!


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