sexta-feira, 29 de julho de 2011

Prisões dos nossos limites


É tão amargo saber que temos asas e não temos domínio de voar!
É como ter na boca saliva quente,
Causada pela febre do silêncio que é o abandono.
Sinto que a febre não passa,
Pois tudo em mim está inflamado
Como o Étina em erupção.
Se eu descobrir as asas eu te emprestarei,
Para ver o teu vôo à distância.
E como Ícaro, voaria em tuas asas,
Em teu sonho, no eterno desejo de transcender a dor das prisões.

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